“Tal como Deus foi fiel até aqui, continuará sê-lo nesta nova fase.” Mensagem da finalista Ana Catarina Pinto

    #bençao #celebração #estudantes #finalistas
“Tal como Deus foi fiel até aqui, continuará sê-lo nesta nova fase.” Mensagem da finalista Ana Catarina Pinto

Pedimos à Ana Catarina Pinto, finalista do curso de Medicina e membro da Direção do GBU Lisboa durante vários anos, que trouxesse uma mensagem aos finalistas na Bênção de Finalistas de Lisboa realizada no passado dia 30 de Maio.

Esta foi a sua reflexão. Deixa-te encorajar…

“Queridos colegas finalistas, famílias e amigos, é com grande alegria que estamos aqui hoje para celebrar aquilo que Deus fez nas nossas vidas nesta fase concreta que foi a Universidade!

O meu nome é Ana Catarina e estou a terminar o meu mestrado integrado em Medicina.

Entrei na faculdade em 2020, em plena pandemia, de uma forma que nunca imaginei quando pensava na entrada para o ensino superior. Fiquei muito frustrada. Os meus planos eram uns, a realidade foi outra. A minha adaptação à faculdade e ao curso que parecia exigir mais do que eu aguentaria foi bastante difícil. Nas primeiras duas semanas, eu desatava a chorar cada vez que começava a tentar estudar anatomia e só pensava, “o que é que eu fui fazer à minha vida?”. Graças a Deus, Ele capacitou-me e fui-me adaptando ao novo ritmo e aprendi realmente a gostar de estudar Medicina. Depois de 2 anos de aulas online, ou presenciais mas com máscara e distância de segurança, o meu terceiro ano de faculdade trouxe finalmente normalidade e o meu primeiro contacto com o GBU. Em setembro de 2022, fui ao meu primeiro EBU. Nesse ano fui a algumas plenárias ainda muito tímida, conhecendo poucas pessoas, mas a gostar da ideia de estar com outros colegas crentes universitários.

Mas o meu envolvimento com o GBU começou a sério no meu quarto ano de faculdade, quando integrei a direção do GBU após um convite que me surpreendeu totalmente. Tenho a plena convicção de que foi o Espírito Santo que me convenceu a aceitar o convite para ser vogal de núcleos; não foi a minha natureza seguramente. Foi, então, a partir do quarto ano que me envolvi verdadeiramente com o GBU. Plenárias, o núcleo da minha faculdade, reuniões de direção, retiros como os EBU’s e fóruns, CNE’s, … Conheci pessoas totalmente diferentes de mim, de vários pontos do país, e pude ver de perto o que Deus estava a fazer não só em Lisboa, mas em tantas outras universidades do país.

A faculdade e a experiência na direção do GBU ensinaram-me a priorizar e a gerir o meu tempo (work in progress), a perceber que nem tudo está no meu controlo e que está tudo bem com isso, a ver o descanso como um mandamento e não como um luxo, a confiar mais em Deus e não em mim própria (novamente, work in progress) e tantas outras coisas.

O GBU ensinou-me muita coisa, mas algumas ficaram mesmo enraizadas no meu coração e por isso gostava de as partilhar convosco:

Conectar a fé aos meus estudos – este foi um tema muito falado no GBU nos últimos semestres. No meu caso é extremamente fácil ligar a minha fé aos meus estudos. Passei 6 anos a estudar de fio a pavio a melhor criação de Deus – o ser humano. Fascinei-me muitas vezes ao estudar os detalhes que permitem que o nosso corpo funcione e as ferramentas que Deus nos deu para nos protegermos das doenças. Ficava agora aqui imenso tempo a explicar-vos a quantidade de mecanismos que o nosso corpo tem para nos proteger de bactérias, vírus e como as nossas células são capazes de produzir milhares de anticorpos diferentes, um para cada microrganismo. Tanta coisa que, estudada ao pormenor, fez-me acreditar ainda mais que só pode mesmo haver um Criador. O acaso não faria isto. Para além disto, a minha missão é cuidar, ouvir, incentivar, motivar os meus futuros doentes a fazerem escolhas que os levem à saúde. Tudo a ver com o serviço e amor cristãos.

Missão integral – uma expressão muito GBUense e que foi repetida ao longo dos anos. Deus não nos salvou para vivermos uma vida dupla – irmos à igreja ao domingo e fazermos o que quisermos no resto da semana. Não devemos separar a nossa vida em caixinhas: igreja, família, faculdade, … Devemos viver a nossa fé de forma integral todos os dias. E isso implica chegar à faculdade na 2ª feira da mesma forma que chegamos à igreja no domingo – com vontade de adorar Deus em tudo o que fizermos.

Presença fiel – este foi um tema também muito falado nos últimos semestres e que, aplicado à universidade, significa estarmos presentes de corpo e alma. Mas acho que se aplica também muito bem ao mercado de trabalho que nos espera. Estar presente de forma fiel significa estarmos conscientes de que Deus nos colocou no lugar onde estamos para sermos um testemunho do evangelho, para servirmos os nossos colegas, professores, funcionários com amor, e não para apenas usufruirmos dos serviços que a faculdade tem para nos oferecer. Se calhar significa passar mais tempo com um colega que precisa de companhia em vez de correr para casa quando as aulas terminam. Ou “perder tempo” a ajudar aquela colega que está a ter mais dificuldades numa cadeira. Apesar de sentir que podia ter aproveitado melhor o meu tempo na faculdade, e que muitas vezes estava demasiado focada em mim própria e no meu estudo, ouvir e refletir sobre este tema no GBU encorajou-me a olhar para a Universidade de forma diferente. Não é só um local cheio de perigos para a nossa fé e ideias contrárias, mas é um campo de missão onde somos chamados a mantermo-nos fiéis ao Senhor. Às vezes basta sermos diferentes para captar a curiosidade das pessoas e começar uma conversa sobre o porquê de sermos diferentes.

Agora que estamos a chegar ao fim do curso, encorajo aqueles que ainda vão continuar na universidade, iniciando um mestrado por exemplo, a aproveitarem muito bem o tempo que ainda têm. Aproveitem tudo o que o GBU promove, envolvam-se com o núcleo da vossa faculdade ou criem um, quem sabe! Sejam um testemunho vivo do evangelho e não tenham medo de falar de Jesus de uma forma pessoal. Não se limitem a recitar os 4 pontos olhando para uma pulseira, eu sei que é fácil ficarmos por aí, mas falem mesmo do coração e partilhem porque é que Jesus é assim tão importante para vocês. Jesus, o próprio Deus, ter morrido pelos nossos pecados para nos levar de volta para Deus como filhos é a melhor notícia de sempre! Então partilhem-na com o entusiasmo que merece! E, dizendo isto, estou a pregar para mim própria, atenção. Acho mesmo que a universidade é o local onde as pessoas estão abertas a ideias diferentes, onde as conversas podem estender-se num longo almoço ou pausa para café entre as aulas. Aproveitem!

Para os que, como eu, vão começar a trabalhar, que Deus nos abençoe e dê coragem para abraçar este novo desafio. Eu pessoalmente tenho medo. Até aqui toda a realidade que conheci foi estudar. Ir às aulas, estudar para testes, fazer trabalhos. 18 anos de vida passados neste ambiente. A partir de janeiro de 2027, começarei a trabalhar oficialmente como médica e estou tão entusiasmada como assustada. Mas sei que, tal como Deus foi fiel até aqui, continuará a sê-lo nesta nova fase. Jesus prometeu estar connosco até à Sua nova vinda, por isso confiem que Ele cumprirá a Sua promessa. Entreguemos a nossa vida, decisões, e receios a Jesus, pois Ele cuida de nós. Que Deus nos abençoe.

recebe as nossas novidades
apoia
segue-nos