SAUDAÇÕES DO OUTRO LADO DO MUNDO: FAMÍLIA GEORGE

Ago 2016

Começamos em 2005 como cooperadores em Lisboa a trabalhar com estudantes internacionais. Trabalhando mais por perto com uma estudante de direção de Lisboa, a Priscila Pighin (vogal dos internacionais da altura) aprendemos com ela o imperativo de conhecer e servir bem os internacionais à volta que têm por norma, grandes dificuldades com a língua e burocracia portuguesas e a necessidade de fazer amizades. Assim foi a nossa introdução à chamada “missão integral”, a convicção que aprendemos na Bíblia, isto é, com Jesus e os apóstolos, que precisamos de não só proclamarmos o evangelho mas de vivê-lo por uma contra-cultura que punha em prática os valores do reino no quotidiano e de facto, em todas as esferas da vida. Dou graças a Deus que nós podíamos trabalhar com muitos estudantes, assessores e cooperadores no GBU-Portugal que viviam autenticamente esta contra-cultura! Obrigado a cada um pelo exemplo e encorajamento!  

 

2016 Família George 
FAMÍLIA GEORGE - JULHO 2016

 

Pouco a pouco, sentimos que foi a vontade de Deus para nós trabalharmos a tempo inteiro com o GBU e finalmente, em 2011, para irmos para Coimbra. Gostava de expressar a minha gratidão à equipa dos assessores da altura, pelo carinho e vontade de trabalhar connosco. Sempre apoiou de forma construtiva às várias iniciativas que nós o GBU-Coimbra, propúnhamos, ao prol da comunidade estudantil e do evangelho. Obrigado por nos dar apoio e conselhos importantes em relação ao “studylounge” (uma loja de renda baixa num centro comercial perto da universidade, que foi transformada numa sala de estudo e reuniões do GBU), ao MarkDrama (uma dramatização do evangelho de Marcos feita pelos próprios estudantes para evangelizar os seus colegas), aos módulos da formação do Instituto Bíblico Português que eu Matt, podia dar, e também quanto às residências femininas e masculinas (ou seja, “a Greenhouse” e o “Boystation”), em que tentamos pôr em prática a comunidade cristã e missionária ao meio de tantas repúblicas de Coimbra que fazem um ídolo do sucesso académico, da festa e da liberdade sexual.

 

Nos anos a seguir a nossa mudança para Coimbra em 2011, muitos assessores, inclusive o Secretário-Geral da altura, terminaram o seu tempo e cargo como o GBU, mudando-se para outros desafios. A equipa de assessores foi reduzindo até ao ponto em que eu, Matt era o único assessor de campo a tempo inteiro. De acordo com o Conselho Geral, dediquei 50% do meu tempo para o cargo de ser coordenador nacional da equipa de assessores, com intuito de construir para o futuro. Hoje em dia temos uma equipa de assessores capaz e coesa, inclusive com um novo Secretário-Geral, Joel Oliveira,  e o Joe e a Rachel Clarke, os nossos substitutos em Coimbra.

 

Em primeiro lugar, gostava de louvar a Deus pela maneira como os grupos locais tem acolhido e integrado os estudantes internacionais como amigos e até como colaboradores na obra. Em segundo lugar, elogio um compromisso crescente para com missões transculturais ou formação internacional. Dá-nos alegria quando nós consideramos a entrega de graduados do GBU como o Pedro Luz (OM Africa do Sul), o Samuel Ferreira (IFES-Austrália) e a Gabi Nobre (IFES-Chipre). Neste sentido, gostava de encorajar iniciativas como a de GBU-Coimbra que recentemente enviou uma equipa de 5 pessoas numa viagem missionária ao Chipre.

 

Deixo-vos com 3 desafios para o futuro, ao observar algumas tendências no GBU ao longo do meu tempo no movimento! Creio que, ao responder bem a estes desafios, o GBU vai ser ainda mais forte.                                                                                      

O primeiro desafio é tornar o GBU ainda mais bíblico! Desafio-vos a aproveitar qualquer oportunidade de ganhar uma formação bíblica e aprender as ferramentas necessárias para uma boa interpretação das Escrituras.  

O segundo desafio que lanço é aproveitar ainda mais os assessores. São uma grande bênção para o movimento, e não só como cristãos maduros e mentores.                                      

Por último, creio que o GBU pode desenvolver ainda mais uma cultura da generosidade, especialmente para com as necessidades financeiras dos assessores. Todos os estudantes e graduados do GBU devem ser lembrados da importância dos assessores e da responsabilidade de dar o que podiam para lhes apoiar em prol da missão estudantil.

 

Por favor, mantenham contacto connosco e contem com as nossas orações.

Matthew George