Fórum Nacional 2016

UM TESTEMUNHO DO FÓRUM NACIONAL - ABR 2016

No início de março, os estudantes do GBU estiveram reunidos no Fórum de Formação que, este ano, teve lugar no Centro Bíblico do Carrascal. O Paulo Carvalho, estudante de Coimbra, conta-nos como foi a experiência dele no Fórum 2016.

UM TESTEMUNHO DO FÓRUM NACIONAL

ABR 2016

No início de março, os estudantes do GBU estiveram reunidos no Fórum de Formação que, este ano, teve lugar no Centro Bíblico do Carrascal. O Paulo Carvalho, estudante de Coimbra, conta-nos como foi a experiência dele no Fórum 2016.

 

Fórum Nacional 2016 (Fórum Nacional 2016)

 

Paulo, porque é que não ficaste em casa e, em vez disso, foste ao Fórum? Aprendeste alguma coisa lá?

Participei, não só porque me comprometi a fazê-lo no início do ano letivo, ao ingressar na direção local de Coimbra, mas também pelo prazer de estar com outros estudantes e aprender, com eles e ao seu lado, mais sobre Deus e a vivência na Universidade. Foi o meu 2º Fórum consecutivo. Surgiram bastantes momentos em que pude consolidar conhecimento, relembrar ensinamentos, aprender novas ideias e mais sobre Deus de maneira teórica e prática ao ver o reflexo dEle nos meus colegas universitários.

 

O que tens a dizer sobre o tema do Fórum, «Sal tu és»?

Achei o tema bastante pertinente, muito necessário e desafiador. Gostei muito das Palestras da Connie. Acho que fez uma boa análise do texto, boa exegese e hermenêutica (pelo pouco que percebo do texto e destas matérias) e, além disso, foi material bastante prático e desafiador. Não se ficou por boa Teologia. Partiu para o desafio e para o «pôr álcool na ferida», desafios fortes e incomodativos, mas totalmente necessários, saudáveis e equilibrados. Os textos usados no Apocalipse também considero que foram ideais, com ampla abrangência e aplicações várias. 
Resumindo, é isso: bom conteúdo e melhor aplicação. 

 

E em que seminários participaste, Paulo?

Quanto aos seminários, participei no «Após Mim & a Pós-Modernidade» com Pedro Fonseca e Joel Oliveira. Gostei muito, achei um tema mesmo necessário e muito inteligente de ser abordado neste evento. Como cristãos pecadores, de entendimento caído, muitas vezes temos tendência a absolutizar apenas parte da Verdade Bíblica, e isso leva a sérios problemas em conseguirmos entender a Bíblia como um todo. Outras vezes, somos um pouco como a Igreja de Éfeso. Preocupamo-nos tanto em ter as ideias todas certinhas que nos esquecemos do primeiro amor, de Jesus, e finalmente fechamo-nos sobre nós próprios e vivemos uma teologia do gueto, e não sabemos envolver a nossa cultura da maneira correta, nem ceder a uma condição humilde em que aprendemos connosco próprios ao olhar para a nossa cultura. E isso acontece muito atualmente, mesmo no meio de Igreja, e até no GBU, temos problemas em saber como lidar com a nossa cultura e perceber qual o nosso papel, ou o que nos é incumbido de fazer nela. As ideias apresentadas foram bastante incisivas e profundas, e a troca de ideias entre participantes em momentos de reflexão também foram muito boas.

 

Participei também no seminário «Cultura Económica», pelo Samuel Cerqueira. Como todos os seminários propostos, esta é uma temática que faz sentido que seja discutida no seio estudantil cristão, para nos ajudar a ter uma visão mais holística. Gostei também (apesar de, confesso, não ter estado tão atento como no outro seminário e de o Samuel, como ele próprio admite, divagar muito. Mas mesmo assim as divagações foram muito oportunas e valiosas).

 

Consegues destacar o ponto alto do Fórum para ti?

Houve vários pontos altos, mas creio que os tempos de mini-grupos e seminários foram muito preciosos para mim, de reflexão bem conseguida e orientada pelo grupo que os preparou. Estive com o Paulo Serafim no mini-grupo e foi muito bom. Também os «A sós com Deus» foram muito bons e bem preparados. 

 

Recomendas a participação no Fórum?

Encorajo de todo a participação de qualquer estudante universitário. O GBU está a desenvolver um trabalho muito importante ao fazer crescer a Igreja de Cristo em Portugal e equipá-la de maneira relevante e profunda – sem superficialidades – para viver uma vida perto de Deus, separada do mundo e, ao mesmo tempo, bem próxima do nosso próximo e colega de faculdade, e do centro do conhecimento e ensino superior em Portugal.